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Unidade CTBTO
Desde que os testes de armas nucleares se tornaram mais freqüentes - a
partir de meados da década de 1950 - começaram os tratados visando
acabar com essa prática. Houve uma moratória entre 1958 e 1961 e, em
1963, foi assinado um tratado banindo os testes na atmosfera, no espaço
e debaixo d'água. A assinatura do Tratado de Não-Proliferação de Armas
Nucleares, em 1968, pavimentou o caminho para se chegar ao CTBT, cuja
sigla significa literalmente Tratado Abrangente de Banimento dos Testes,
e que foi assinado em 1996. A sede da organização do tratado fica em
Viena, Áustria. Quase todas as nações já o assinaram (Índia, Paquistão,
Coréia do Norte e Arábia Saudita são algumas das notáveis exceções) e o
ratificaram.
De forma a verificar que o tratado está sendo efetivamente cumprido,
estações rastreadoras foram distribuídas em diversos países e em pontos
sob o oceano. Essas estações são basicamente:
- estações sismográficas, que detectam explosões subterrâneas pelas ondas de choque que elas geram no subsolo
- estações de infra-som, usualmente submarinas, que detectam as ondas sonoras de baixa freqüência das explosões sob o mar
- estações de radionuclídeos, que detectam o material radioativo lançado na atmosfera
O Brasil, de acordo com o Tratado, abrigará duas estações de
radionuclídeos. Uma, já em operação, está situada dentro do Instituto de
Radioproteção e Dosimetria, no Riode Janeiro. A outra, cuja construção
se iniciará em 2008, ficará no Campo de Instrução Marechal Newton
Cavalcanti, ou CIMNC, unidade da 7a. Região Militar, situada em
Paudalho, PE, a 40 km do Recife. Essa estação será operada pelo CRCN. A
escolha do local se deveu às condições de segurança da instalação e à
total ausência de interferências no processo de detecção, já que ficará
cercada pela Mata Atlântica secundária.
 Localização das estações de rastreamento
 Localização das estações de radionuclídeos (a do Recife está marcada "em construção")
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